Agenda


Março

Recife/PE - do dia 20 a 23 - Conte outra vez - Festival de Contação de Histórias -
dia 20 - 8h às 18hs - Oficina: Contar e encantar, a arte de contar e ouvir histórias.
dia 21, 10h15 - espetáculo Formosos Monstros. IMIP.
dia 23, 16hs - Palestra: A arte de contar histórias no século XXI. Centro Cultural dos Correios.

Recife/PE - dia 23 , 11h30 - Lercom - Congresso de Leitura e Contação de histórias de Pernambuco - Contação de histórias - Centro de Convenções de Pernambuco.

Foz do Iguaçu/PR - dia 30, 8h e 9h15 - III Seminário Municipal da Secretaria da Educação - Palestra: Contar e Encantar , pequenos segredos da narrativa.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A estrela de Natal

http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/estrela-natal-646955.shtml

Era noite da Natal. Os três andavam pela estrada vazia. O pai, a mãe e a filha. Caminhavam sem rumo, de mãos dadas. Não tinham casa, seu lugar era o mundo. Paravam aqui e acolá. Comiam o que era oferecido, o que a terra lhes dava. Os três andavam esperançosos, olhos no horizonte, atentos para o lar que a qualquer hora iriam encontrar.
O pai punha a menina na garupa e a mãe cantava uma melodia antiga que falava sobre a estrela de Natal. A menina quis a estrela como presente de Natal. O pai falou que ela podia pedir ao vento, já que eram amigos. Ele sempre aparecia nessas andanças e a menina se distraia do cansaço das pernas conversando com o vento, que respondia de pronto e animava a menina a continuar.
- Sua casa está logo ali, sua casa está logo ali - soprava ele.
Ou quem sabe pedir ao céu, continuou o pai. O céu tem muitas estrelas e pode lhe dar uma de presente. Logo em frente viram um casebre simples. A chaminé soltava fumaça. Resolveram parar, quem sabe um copo de água.
- Sejam bem-vindos, sejam bem-vindos - exclamou a mulher da casa. O homem da casa ofereceu um banco para os três e o bebê, que brincava no chão de terra batida, sorriu e estendeu os braços para a menina.
Ela abaixou-se e passou a mão na cabeça careca do bebê. Ele era lindo, tinha bochechas gordas e ria. A menina acarinhou o bebê que se deitou no colo dela. Um tempinho só, mas tão confortante. Uma eternidade. Os três cearam com os outros três. Comeram raízes brancas, frutos vermelhos, sementes marrons, pão quentinho, e beberam chá de ervas perfumadas. Despediram-se desejando feliz Natal e tornaram a caminhar.
Logo adiante, a mãe lembrou-se de um bichinho de pano que fizera para a filha, quando tinha a idade do bebê. Carregava o objeto na trouxa. Voltaram para entregar o presente à criança, mas a casa não estava mais lá. Nenhum vestígio do fogo, nenhum vestígio dos três. No chão batido a menina reconheceu a marca da mãozinha do bebê e ao lado dela uma estrela brilhante, a mais linda que ela já viu.

0 comentários:

Postar um comentário

Arquivo do blog