4 de set de 2016

Mês da LIteratura, em Tibagi PR.

Projeto da Secretaria de Estado da Cultura 

Mês da Literatura




29/08/2016

Entre 24 de agosto e 23 de setembro de 2016, a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e a Biblioteca Pública do Paraná promovem o “Mês da Literatura”.

“Mês da Literatura” leva 11 autores paranaenses a 25 cidades do Interior
Onze escritores paranaenses vão percorrer 25 municípios do interior do Estado. Cada autor visitará entre duas e três bibliotecas. Durante os encontros, os escritores vão falar sobre suas próprias obras e comentar temas como livro, leitura e formação de leitores. Também haverá uma Oficina de Quadrinhos na Biblioteca Pública do Paraná, com Eloar Guazzelli, entre 27 e 29 de setembro — as inscrições são gratuitas, já estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail oficina@bpp.pr.gov.br.
As instituições selecionadas para receber a visita de escritores abrangem as mais variadas regiões do Estado — dos Campos Gerais ao Norte paranaense — e são referências entre as quase 500 bibliotecas cadastradas no Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Paraná, que é coordenado e administrado pela BPP.
MUNICÍPIOS – Os municípios que participam do primeiro “Mês da Literatura” são Alto Paraná, Ampere, Araucária, Castro, Colombo, Guaratuba, Ibiporã, Jaguariaíva, Lapa, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Palmas, Paranaguá, Paiçandu, Paraíso do Norte, Peabiru, Quedas do Iguaçu, Quitandinha, Rio Azul, Santa Helena, Salto do Lontra, Santo Antônio da Platina, Santo Inácio, Telêmaco Borba e Tibagi.
Inserido no Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura (PELLL), o “Mês da Literatura” é uma ação que deve entrar para o calendário cultural do Estado. “Além de fomentar e valorizar a leitura, incentivar e difundir a produção literária paranaense, o projeto também descentraliza a cultura ao levar nossos autores a pequenos e médios municípios”, diz o secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani.
Entre os autores convidados, estão romancistas (Cristovão Tezza e Miguel Sanches Neto), escritores infantojuvenis (Cléo Busatto e Paulo Venturelli), poetas (Karen Debértolis), críticos (José Castello) e jovens autores (Marcos Peres). Um recorte plural da cena literária paranaense.
A programação do evento teve início com o concerto “Paulo Leminski — Canções e Poemas”, realizado pela Orquestra Sinfônica do Paraná no Teatro Guaíra na noite de 24 de agosto. A data de abertura é uma homenagem ao nascimento de Leminski. Já o encerramento das atividades coincide com o aniversário de 80 anos da Academia Paranaense de Letras, criada em setembro de 1936.
Programação:
Dias 29 e 30 de agosto, Cléo Busatto (Telêmaco Borba e Tibagi)
Dias 1º e 2 de setembro, Cristovão Tezza (Guaratuba e Paranaguá)
Dias 1º e 2 de setembro, Marcos Peres (Alto Paraná e Santo Inácio)
Dias 12, 13 e 14 de setembro, Guido Viaro (Paiçandu Peabiru e Paraíso do Norte)
Dias 12, 13 e 14 de setembro, Otavio Linhares (Ampere, Salto do Lontra e Quedas do Iguaçu)
Dias 14 e 15 de setembro, Miguel Sanches Neto (Jaguariaíva e Castro)
Dias 19 e 20 de setembro, Cezar Tridapalli (Ibiporã e Santo Antônio da Platina)
Dias 20 e 21 de setembro, José Castello (Lapa e Quitandinha)
Dias 20, 21 e 22 de setembro, Karen Debértolis (Santa Helena, Marechal Cândido Rondon e Maripá)
Dias 22 e 23 de setembro, Marcelo Sandmann (Palmas e Rio Azul)
Dias 22 e 23 de setembro, Paulo Venturelli (Araucária e Colombo)

31 de ago de 2016

Mês da Literatura, em Telêmaco Borba.


Sarau literário traz Cléo Busatto à TB

Telêmaco Borba, 30 agosto 2016 às 10:19:24 

Aconteceu na noite de ontem, nas dependências da Biblioteca Municipal de Telêmaco Borba, o Bate Papo com a escritora Cléo Busatto, sob o tema Leitura, Literatura e Formação de leitores, dentro do projeto estadual “O Escritor na Biblioteca”,  iniciativa da Sectretaria de Cultura do Estado do Paraná e Divisão de Cultura do município.
Dentro do Mês da Literatura, de 24 de Agosto à 29 de Setembro, este evento é um projeto da Secretaria de Cultura do Estado do Paraná – “O escritor na biblioteca”, e foi viabilizado para o município pela chefe municipal de Cultura, Tereza Gonçalves.
Cléo é autora do livro “A fofa do terceiro andar”, mas sua ligação com a Literatura transcende: Contadora de história, especialista de Leitura Oral no gênero infanto-juvenil pela Universidade Federal de Santa Catarina, e mestre em Teoria Literária, ela é definida como uma artista da palavra, além de mediadora em projetos sobre a oralidade, leitura e literatura. Hoje Cléo passa o dia em Tibagi.


















                             http://www.oberekando.com.br/sarau-literario-traz-cleo-busatto-a-tb

14 de ago de 2016

A casa das quatorze meninas

A Fofa do Terceiro Andar me levando a situações de encantos e delicadezas.


foto Tassia Vidal Vieira

30 de jul de 2016

Recorte Lírico

http://www.recortelirico.com.br/2016/07/cleo-busatto-fala-do-bullying-em-fofa.html

Cléo Busatto fala do bullying em "A Fofa do Terceiro Andar"

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O Recorte Lírico vive pela literatura, e é por meio dela que hoje trazemos um tema social como o bullying. E para nos ajudar a falar sobre este tema, entrevistamos a queridíssima Cléo Busatto. A escritora, que também é curitibana e veterana na arte de escrever, com 25 obras publicadas; doze livros de literatura para crianças e jovens, quatro teóricos sobre oralidade, quatro CD-ROMS para crianças e cinco participações em antologias. Ela ainda nos contou sobre a história do seu livro “A Fofa do Terceiro Andar” e da personagem Ana, uma menina que em meio ao turbilhão de sentimentos descobre o que é a rejeição, não só dos colegas, mas de si. Um livro infantojuvenil que traz a tona o tema bullying, fazendo com que seus leitores reflitam sobre seus atos, sentimentos e ações.
A autora faz revelações e apresenta pontos de vista incríveis, que você confere agora!

RL - A história de Ana foi inspirada em alguém? Poderia nos contar como surgiu essa história?
Cléo - Eu não lembro o que me levou a escrevê-lo. Posso descrever a historinha de todos meus livros, mas não da Fofa. Dela, lembro apenas que surgiu a imagem do título, A fofa do terceiro andar. Foi aí que começou. Durante a escritura eu fui revendo minha adolescente e entendi melhor esta fase onde a coragem, a ousadia e as dúvidas estão sempre presentes. Eu me aproprio de algumas experiências pessoais, para construir os personagens. Ofereço a eles as vivências mais significativas, as descobertas mais importantes, as situações que foram determinantes para eu ser o que sou. Por outro lado, Ana é única. Ana não sou eu. Acho que o livro é uma espécie de escrita de iniciação, uma conversa íntima, e através dela a personagem vai se vendo e lendo o mundo a sua volta, descortinando-se da ignorância e dos preconceitos.


imagem Cadi Busatto

RL - Diferentemente de Ana, Francisco é um rapaz que não se importa com padrões de beleza e, ao se aproximar de Ana, faz com que ela comece a mudar seu modo de ver a vida e a si mesma. Duas personagens com perfis distintos; como escolheu essas características?
Cléo - O romance pedia um personagem que ajudasse Ana a enxergar aquilo que ela tinha de melhor. Acho que na vida a gente sempre encontra alguns anjos da guarda que vêm em nosso auxilio, quando precisamos. Assim surgiu Francisco. Com ele eu reverencio o masculino sensível e bem centrado, em detrimento de um masculino construído culturalmente sobre dureza e a indelicadeza.

RL - Sabemos que o tema "bullying" é de muita seriedade e é bastante discutido atualmente, já houve até casos de morte de pessoas que sofriam com esse problema... Infelizmente nem todos têm a força que a Ana teve para superar. Qual sua visão sobre o tema?
Cléo - Acho uma lástima e um retrocesso da humanidade, saber que no século XXI, ainda se morre por intolerância, seja de opiniões, atitudes, crenças ou modo de ser e ver as coisas. Está mais do que na hora de as pessoas ampliarem a consciência pessoal e adquirirem a sabedoria que acolhe e aceita as diferenças. A escola é um espaço onde estas diferenças aparecem e o bullying se manifesta, por isso ela deve ser criteriosa e lançar um olhar apurado, crítico e livre de preconceitos, sobre o que oferece aos alunos. Ela tem a tarefa de ampliar a consciência dos seus educandos, por meio de práticas que integrem as diferentes dimensões do ser humano. É importante que o projeto educacional contemporâneo preveja a inclusão do mítico, do simbólico e do sagrado no seu currículo. Para isto existem as boas histórias.  Elas fazem a ponte com estes níveis de realidade que transcendem as dimensões mais usuais, como a dimensão dos sentidos e da razão.  Quando A fofa do terceiro andar aponta para outros modos de ver o mundo, desprovidos da intolerância e do preconceito, ela é formativa e útil aos pais, professores e alunos.

RL - Se pudesse dar uma dica ou conselho para os jovens que sofrem bullying e até mesmo para os pais, o que diria?
Cléo - Conselhos não servem para nada, se o sujeito não estiver sensibilizado para ouvir. O que é necessário, tanto na escola, quanto na família, é a conscientização da importância de um processo continuo de autoconhecimento. Esta prática é que vai conduzir à formação de pessoas do bem, livres, criativas, tolerantes e compassivas. Os valores que nos tornam humanos devem ser exercitados, em casa, na escola e na sociedade.

RL - Mudando um pouco o assunto, gostaríamos de saber seu ponto de vista sobre a literatura. Sabemos que os clássicos jamais deixarão de ser clássicos, porém a preferência dos adolescentes e jovens de hoje é pelas literaturas contemporâneas, como livros de youtubers, que para a maioria dos teóricos, não apresentam um conteúdo que agrega tanto. Você acha que os novos escritores, que apresentam um conteúdo de maior relevância, são prejudicados pela exposição e divulgação desses livros "modinhas" ou crê que isso não interfere?
Cléo - De mãos dadas com o preconceito, com a ignorância e com a intolerância vêm à banalização dos conteúdos ditos culturais, que são massificados pelo acesso fácil às mídias que a sociedade contemporânea apresenta. Eu não concordo com esse olhar condescendente que aceita todas as produções culturais, porque grande parte delas apresenta um conteúdo “deseducante”, burro e preconceituoso. É preocupante ver crianças e jovens consumindo uma literatura de baixa qualidade, rasa e muitas vezes nociva. Acho sim, que a boa literatura é prejudicada, porque não elaboração intelectual do leitor para acessá-la, já que ele só consegue entender uma linguagem nivelada por baixo. Acho que o Brasil vem “emburrecendo” a olhos vistos e às vezes sinto que estamos numa vertiginosa descida rumo ao caos cultural.

RL - A internet oferece conteúdo cada vez mais rápido e as tecnologias contribuem para isso, além disso, uma criança tem acesso cada vez mais cedo a essas informações tecnológicas. Seguindo esta informação, você acredita que as crianças e jovens estão perdendo o interesse pela literatura e o aprendizado? Comente.
Cléo - Cabe aos pais e professores educar as crianças, com a consciência de que as novas tecnologias podem servir de aliadas à educação ou podem prejudica-las, e muito.

RL - Para finalizar, se pudesse deixar uma dica para os novos escritores, que estão começando agora suas jornadas, o que diria?
Cléo - Leiam, leiam e leiam, e sejam fieis àquilo que acreditam.


Da Redação.

28 de jun de 2016

A Fofa do Terceiro Andar (2)


Onde foi parar a Ana menina? Eu quero essa Ana de volta! Quero brincar com a minha velha boneca, passar os dias lendo e pintando, sem me preocupar com estudo, provas, notas, gordura, futuro. Como se faz para deter a angústia? De onde vêm as borbulhas no estômago? Que é isso que me tira o sono e cria o medo? O que faço com o calor que se apossa do meu corpo e traz consigo desejos que não reconheço? Como sossegar meu corpo quando ele fica rolando na cama durante a madrugada? O que faço quando o sono resolve me abandonar e a minha cabeça fica lotada de vozes, que não sei de onde vêm e o que querem de mim? O que faço com essa Ana que desconheço?" 


27 de jun de 2016

A Fofa do Terceiro Andar


"Para mim não há dificuldade nenhuma em ficar parada com o corpo. 
Difícil é parar os pensamentos. E o que vivi nesses últimos anos está mais 
para um rocambole de emoções do que para um estado búdico." 


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