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29 de nov. de 2010

Formosos Monstros - Octopés

Octopés adorável monstrinho da nossa terra. Seria um quadrúpede se não fosse as outras quatro patas que tem nas costas. Quando cansa de andar com suas quatro patas de baixo, dá um giro com a cabeça e se apoia no chão com as outras quatro, que estavam voltadas para cima. É ágil e seu salto pode alcançar três metros de altura.

Octopés é uma criatura pequena, do tamanho de um gato, com o corpo coberto de pelos vermelhos e brancos, que formam bolotas. Os olhos azuis são graciosos, quase dóceis. Tem uma boca que sempre ri e um rabo comprido que se dirige para o alto, em espiral. Poderia ser lindo e gracioso, não fosse seu hálito pestilento, que transforma as pessoas num montinho de pó.

Para neutralizar esse poder, só mesmo dando-lhe de comer um punhadinho de hortelã. Mas aí está o desafio: quem se arrisca a enfiar hortelã naquela bocarra fedorenta?

Octopés é minha criação e habita o Planalto Central do Brasil

8 de out. de 2010

Três momentos na Bienal do Paraná

No Circo das Letras com o Formosos Monstros. Curadoria do espaço e apresentação diária. A conversa com os pequenos gira sobre, monstro existe ou não existe? Com os maiores dá pra discutir o processo de feitura dos vídeos do CD-ROM. Muita atenção e surpresa ao saber que dá tanto trabalho.
A menininha pergunta "isso é prá chamar o unicórnio?" 
instrumento para atrair unicórnios
No Café Literário a conversa foi pequenos leitores, grandes leitores, com Rodrigo Lacerda e mediação do editor do Gaz+, Cristiano Freitas. Vivemos um momento especial na recepção do livro literário no Brasil. Nunca se falou tanto em leitura e do texto ficcional. Jovem lê. Lê aquilo com que se identifica.

Um grupo me cerca. Participantes de uma oficina literária da escola onde estudam. Muita pergunta e a certeza de que iriam levar novidades pra casa, minha mãe que se prepare para ouvir.
Fórum sobre qualidade na literatura para crianças e jovens. É importante ouvir o jovem, dialogar com ele, saber o que ele deseja ler. Impor uma leitura só mantêm as coisas como vem sendo há décadas. A escola precisa ficar atenta pra isso ou permanece no seu papel autoritário de dizer o que é bom pra mim.

E assim foi !

22 de set. de 2010

Salvador, dia 22, escola Arco-Íris promove a literatura

A Arco-Íris estava lotada na sessão de autógrafos realizada agora à noite. Pais e filhos em torno do livro literário.
Amanhã vou conversar com as crianças, apresentar os CD-ROMs, falar de coisas que eles gostam, monstros, aventuras, bichos.
A gente vai se encontrando nas identificações. Compartilhamos pequenos segredos, enquanto faço o autógrafo. Pergunto para uma, o que quer que eu escreva como dedicatória do seu livro?  Ela pensa um pouco e responde, eu também gosto de flores.
Pronto, criou-se o laço.



À tarde o papo foi com professores da rede municipal e pela manhã entrevista para os alunos de Pedagogia do ensino a distância da FTC-EAD. Amanhã tem mais.
Meus anjos em Salvador: Luciene, Lena, Thereza.
Que trio abençoado pelos Orixás.
Some-se a elas, o carinho do pessoal da LDM e da Arco-Íris e o sol de Salvador.                                                           

17 de set. de 2010

Curitiba será palco da festa da Literatura

Cléo Busatto comanda a atividade Formosos Monstros, um dos destaques do Circo das Letras

Mundo de fantasia para as crianças

É uma unanimidade entre educadores: gostar de ler deve ser estimulado na infância. De olho nisso, a 1.ª Bienal do Livro Paraná preparou uma programação caprichada para as crianças. Todos os dias haverá apresentações de música, contação de histórias e atividades interativas com os pequeninos (a partir de 5 anos), no chamado Circo das Letras. A ideia é mostrar a Literatura de um jeito diferente – ainda mais divertida e atraente.
A curadoria do Espaço da Criança fica por conta da escritora e mestre em Teoria Literária Cléo Busatto. “O pensamento da criança é simbólico. É por meio dessas mensagens de fantasia que ela se identifica. Quando centramos um determinado assunto no fantasioso, no mágico, ela capta com mais facilidade”, explica.
Em um dos espetáculos, “Entrelinhas melódicas”, a compositora e professora de canto Edith de Camargo irá, com acordeão e xilofone, interpretar canções infantis e textos lidos por ela e pelas crianças da plateia. Em outro, “Onde nascem as histórias?”, as crianças irão acompanhar a personagem Beatriz em sua busca sobre o que é necessário para escrever um bom livro. A atividade será encenada pela Cia. Mínima de Teatro.

Fórum juvenil

Além dessas atividades, a Bienal terá o Fórum de Literatura Infantil e Juvenil – em que professores e demais participantes realizarão um bate-papo com escritores, ilustradores, cineastas e pesquisadores de educação. Nesta edição, o tema será “O que é qualidade na produção artística e literária para crianças e jovens?”. Nos dias 5 e 6 de outubro, a pesquisadora e escritora Ieda de Oliveira comanda a discussão, com participação de Cléo Busatto, da escritora Heloisa Prieto, da ilustradora e artista plástica Márcia Széliga, do cineasta Paulo Munhoz e dos professores doutores Alice Áurea Penteado e João Luis Ceccantini.

http://www.gazetadopovo.com.br/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=1046680&tit=Curitiba-sera-palco-da-festa-da-Literatura

19 de jun. de 2010

No Sesc Madureira, eu pergunto:

- E então? Quem aqui já lidou com um computador?
Todos levantam a mão. Lá vou eu na apresentação dos monstros, enquanto expressão de uma cultura. Explico o que é essa tal de literatura oral. Conversamos sobre eles. Surge o bicho-papão e o zumbi no papo. Puxo fios, interlaço daqui e dali, faço conexões dos monstros verdes-amarelos com os de outras terras além dos mares. Histórias presentes na memória de todos os povos em todos os tempos.
Em seguida parto para uma breve introdução no processo de alfabetização digital: mouse, para que  serve; link, o que é e como aparece na tela; mapa de navegação; teclado, localização e demonstração das teclas. Noções básicas para se navegar, para brincar. Divertem-se. Cada conquista, uma expressão de vitória; a resposta certa é festejada, porque foi lá e pesquisou; um objeto que conseguiu pegar; o novo cenário que conseguiu chegar. Desafios. Uma alegria só. Comemoração. Na saída a agente escolar se aproxima de mim e fala "ele quer lhe contar uma coisa".
- Ah é? Então me fala - digo pro menino.
- Eu nunca tinha mexido num computador!
Obrigada, amigos do Sesc, por nos receberem carinhosamente, a mim, crianças e professores, e viabilizarem essas ações. Juntos, deixamos o mundo melhor!

17 de jun. de 2010

E no Sesc Nova Iguaçu...

eu pergunto, no final da oficina:
- E então? Como foi brincar com o jogo? O que vocês descobriram? O que ainda não conheciam?
Logo vem a resposta na fala de uma garota, que fez um esforço danado pra sair do primeiro cenário, por um caminho que lhe pegava na pergunta "onde morava o povo maia?"
- Ah! Foi muito divertido. Eu fiquei sabendo daquele ... (ela pensa, se vira pra cá, se vira pra lá, talvez para achar onde perdeu o nome da descoberta) ah! dos maia, né? Eu pensava que eles moravam na África... aí eu errei e comecei de novo. E veio de novo, a mesma pergunta.... eu fui na ajuda e ouvi que eles moravam ... como é mesmo? América  Central, né? Tem também aquela, acho que é Kali... que é do Japão...
- Não - diz outra menina. Ela é da Índia.              
- Dá pra aprender jogando?, questiono.
- Dá, respondem em coro.
As crianças revelaram saber da existência de outros monstros além daqueles apresentados pela televisão. Na conversa inicial surgiu o lobisomen e a mula-sem-cabeça. Quando falei do basilisco, um menino lembrou dele ao se referir ao livro Harry Potter. Criança leitora. Sem mesmo saber o significado de intertextualidade, ela se apropriou  desse conceito, que implica em conhecimento do mundo.

16 de jun. de 2010

Crianças no Sesc Ramos...






descobrem que o universo dos monstros vai além da TV e que a Iara é uma sereia que habita os rios do Norte do Brasil. Que nesse mundinho vive o Octopés, que pode ser acalmado com folhas de hortelã e que o canto do galo nos protege contra o ataque do  Basilisco. Descobrem que link é alguma coisa que nos liga a outra e que podem dar conta de ir sozinhos até "aquele lugar que tem rio de fogo".
É o meio digital aproximando os saberes da humanidade.

3 de jun. de 2010

Os ecos da obra e o riso que alimenta


Gratidão e orgulho de mim mesma, foi o que senti, quando soube que fiz parte da história de vida de Cassiana, uma adolescente de sorriso aberto, 17 anos e moradora de Campo Mourão. Cassiana ganhou o CD-ROM Contos e Encantos dos 4 Cantos do Mundo, na época do seu lançamento, em 2002, num evento da Biblioteca Municipal dessa cidade.
                                                               
Ontem, após a palestra que realizei na unidade do SESC Campo Mourão, Cassiana chegou saltitante e eufórica, para me conhecer e contar, que havia navegado tantas vezes pelo CD, que decorou as histórias e sabia os jogos de cor.
Hoje, na apresentação do espetáculo Formosos Monstros, ela voltou e de CD na mão. Linda. E a gente se fotografou, para se lembrar, para demonstrar afeto. Foto é para isso.





Penso que para o artista, não deve haver prazer maior, do que saber que sua obra criou ressonância junto ao público. Esses retornos constroem também a minha história. Voltei alimentada, de tantos beijos e risos do público de pequenos ouvintes, de 3 a 6 anos. Essa idade é singular. As realidades se fundem. O pensamento mágico predomina. Descobertas. Encantamentos. Eu me delicio com eles e ofereço, a mim eu e as histórias, de bom grado e com o coração feliz.

                                                                                       

23 de mai. de 2010

Inclusão digital com os Formosos Monstros



Estive com um grupo de crianças, na faixa de 8 a 13 anos, pesquisando as possibilidades da mídia Formosos Monstros, no espaço Internet Livre do Sesc Carmo-SP. Essa tecnologia é um jogo, onde a criança poderá conhecer os monstros da mitologia universal. Para isso ela deve vencer alguns desafios. Ao superar uma etapa do jogo, ela entra num novo cenário e conhece um novo monstro, seja do Brasil ou da Oceania.

Cada cenário é palco de descobertas sobre cultura e oferece condições, para se exercitar a generosidade e a paciência. Observamos que as crianças estão acostumadas com games de que priorizam a iteratividade e não a interatividade. Como observou Soraya, coordenadora do programa Curumim,  "eles estão habituados ao PlayStation. Lá se clica várias teclas ao mesmo tempo e com muita rapidez". E, inicialmente, a mídia causou estranheza, porque para interagir eles precisavam parar, ler, pensar, buscar ajuda, ouvir. Habilidades que não são muito exploradas nos games


Vencida a primeira etapa que é a familiarização com a arquitetura do jogo surgiu o prazer. A chegada a um novo cenário era comemorada. Vibravam "conseguiiii". As crianças que jogavam em duplas compartilhavam as descobertas, ajudavam-se mutuamente e praticavam a solidariedade. Os mais afoitos e pouco chegados à leitura paravam direto no limbo, espaço do Ceifador, criatura implacável. Se o jogador não tiver o que ele pedir; não tiver praticado uma boa ação, o que equivale a vida, cai fora do jogo e deve começar de novo.
No fim foi uma festa e a certeza de que, as novas tecnologias carregam possibilidades lúdicas e educativas, e provocam o encantamento e a expansão das possibilidades do sujeito.




21 de mai. de 2010

De namorico com o medo


Outro comentário espirituoso de crianças de 4 anos, durante o espetáculo Formosos Monstros, no Sesc Carmo: "Eu to com medo e você?" pergunta uma pequena para o amigo. "Ah, eu to, mas eu quero ver mais."

29 de abr. de 2010

Semana Literária e Cultural no Imaculada



Essa semana acontece o evento literário e cultural do colégio Imaculada (Curitiba) e estive lá com o espetáculo de narração oral Formosos Monstros.
Estou dando os primeiros passos com essa produção e já pude sentir como vai ser: prazerosa, tanto para fazer, como para assitir. Eu me divirto fazendo e eles se divertem assitindo.


As histórias promovem o reconhecimento dos sentimentos. Isso já foi dito. E sentido. Nesse trabalho, elas elaboram o medo. Justamente por se tratar de monstros, personagens que povoam o imaginário da criança desde cedo, como representação de coisas ruins e que ameaçam a sua integridade, elas provocam uma infinidade de sensações e despertam afetos ainda não nomeados ou familiares. Mas, necessário para o trato com o mundo interno.

O espetáculo sugere uma interação da narração ao vivo, com a narração no meio digital,  pesquisa que venho dando corpo nos últimos anos. Percebi que isso cria um distanciamente, interessante, para essa característica de narrativa. Na hora do vídeo, o espaço cênico vira um cineminha, e como não é a "contadora de verdade" que está narrando, dá para fazer comentários com o coleguinha do lado. Ouvi vários. Todos relacionados com os contos. Não era papo descontextualizado. Coisas do tipo "isso eu não sabia", ao assitirem o conto do basilisco. E muitos "nossa!", e caras... e interjeições. Uma riqueza.



Foi bom. Obrigada amigos do Imaculada, por estar com vocês. Obrigada crianças, pelo carinho na apresentação. E assim foi.

25 de abr. de 2010

Segundo dia de Formosos Monstros





Hoje foi ainda melhor que ontem. Adoro contar as histórias dos monstrinhos. Adoro assustar crianças (risos). Eu faço de conto que assusto; elas fazem de conta que acreditam e acaba tudo num bom divertimento. Gente grande também se diverte. Pai e mãe de sorriso orelha a orelha. Sai todo mundo alegre e feliz. Quer coisa melhor? Quer profissão mais afortunada? (mais risos...)


Tinha tanta gente lá fora querendo entrar, que foi solicitado aos pais que segurassem as crianças menores no colo, para que outras pessoas pudessem entrar. E todos de DVD na mão.




A Fátima não conseguiu assistir, ficou tristinha e eu também. Mas você verá Fátima, prometo. Autógrafos na Livraria Travessa.



     E aqui, antes da apresentação ...


 Com Vilma Vargas; Isabel Paranhos, do Cineduc e Fátima Campilho. E assim foi.



24 de abr. de 2010

Formosos Monstros - Centro Cultural Banco do Brasil - Sábado

O sábado amanheceu coberto por nuvens de chuvas. O Cristo oculto entre elas. Dia de histórias. Sala de cinema cheia, 140 pessoas. Gente voltando. Crianças entrando com o DVD nas mãos. Projeto do Cineduc,  formação de platéia. Belo projeto. A criança assiste filme de qualidade e todo mês vem um convidado: um dia um músico, noutro escritor, contador de histórias - ótimo, minha vez de ocupar esse espaço. Recebem um presente de arte: cd, livro. Hoje foi a vez do Formosos Monstros. Toda atenção voltada pras histórias e as perguntas "porque não tem o minotauro? e lobisomem?" Ufa! Seria preciso meia duzia de dvds pra falar de toda essa turma. Aconteceu, lindo. Amanhã posto fotos e compartilho com vocês mais um pouco desse mundo dos encantados.

23 de abr. de 2010

Viva São Jorge - Salve Ogum

Hoje é dia de São Jorge, matador do dragão da maldade. O Rio parou. Salve Ogum guerreiro. Salve todas as forças destruidoras de pre-conceitos e ruindade. E quem é guerreiro mata um dragão por dia. Então tá. Que viva os Formosos Monstros que amanhã tem mais. Agora vou saudar Ogum, vestida com as cores e as armas de Jorge.

17 de abr. de 2010

Os monstros na Lorena



 Ser envolvida pela energia da criança desmonta qualquer tentativa de ataque dos monstros. O lançamento do DVD-ROM foi divertido e melhor ainda, foi ver as pessoas queridas.


Criançada largada nos pufs, olhão arregalado. Às vezes a mãozinha cobria os olhos. Era o medo chegando, trazendo consigo uma mensagem de "quero mais". A vontade de ficar e interagir com os monstros é mais forte que o medo que ele dá.


Lá pelas tantas, surpresa... a editora da Biruta chegou com meu novo livro...daqui a pouco eu conto sobre ele. 
Deixa eu curtir os monstros um pouco mais. Sábado e domingo que vem, tem monstro no Rio, no Centro Cultural Banco do Brasil. Quem for ganha um DVD. Olha só, assiste um espetáculo gracinha e ainda leva uma mídia de graça? Ah! Também vou aparecer por lá.....

A estrela de Belém

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