31 de mar. de 2012

Foz do Iguaçu - III Seminário Municipal da Educação - dois momentos


com as meninas da equipe
A gentileza e a cooperação dão o tom na Secretaria de Educação. Resultado: evento harmônico e com qualidade. Na ponta, na escola IDEB alto e comunidade escolar satisfeita com o ensino. 
o público está pra lá das colunas
Quando (quase) 1.000 pessoas se dispõem a ouvir de bom grado; se colocam numa postura de escuta sensível; fazem do seminário um instante pra rever sua prática, a (minha) atuação flui feito rio manso e fica a sensação e a certeza de que, quando o trabalho é também partilha, a gente não se esgota. 

16 de mar. de 2012

A alegria como condição para educar

alunas da escola Amanda Leite Cunha, Itaguaçu/ES

Ao ler no horóscopo de Oscar Quiroga, que “a alegria que você deixa de experimentar a cada dia é a medida do encurtamento da existência”, imediatamente me conectei com o significado desse sentimento na minha vida. Concordo. Sem alegria a vida encurta, porque a tristeza ofusca o bem-estar, debilita a saúde e a capacidade de criar, compromete as relações, mina os bons pensamentos e afetos. Mas não rejeito a tristeza. Ela é a condição para a alegria existir. Sei da alegria, porque um dia soube da tristeza.
Porém, posso escolher com quem ficar. Escolho a primeira. Houve um tempo que vivi no subterrâneo da alma, arranhando as paredes do buraco para conseguir sair. Mas, ao findar-se a noite desse tempo, todas as coisas retornaram à sua natureza-luz. Ao começar o novo dia desse tempo, saí da penumbra, onde permaneci banhada por gordas luas cheias e misteriosas crescentes minguantes, e me banhei na luz do sol.
Alegria não é condição do meio. Não nos tornamos mais ou menos alegres, porque em torno está tudo bem. Ao contrário, o desafio é mantê-la apesar das contrariedades que a vida apresenta. Alegria é um estado do espírito, da consciência individual. Brota no coração, se expande pelo corpo, exala pelos poros, transparece no brilho da pele, cabelos, olhos. Ela nos aproxima da natureza crística ou da natureza búdica, se preferir. É opção de vida, complexa bem sei, já que muita coisa nos leva a dar as mãos para o lamento e o desespero.
Na educação, esse é um estado essencial para fazer do nosso saber, uma força que transcende teorias e práticas, e se apresenta como um modelo para a expansão da alma. A alegria traz frescor ao ato de educar transformando-o num ato de amor. É importante que se construa um novo cenário educacional, onde seus paradigmas ultrapassem o diálogo entre as artes, ciências, tradições e filosofias. Que se integrem às diferentes dimensões da realidade. Que sejam permeados por sentimentos elevados, aqueles que brotam dos chacras superiores, por meio da meditação, por exemplo, e que nos dotam de humanidade. Se isso não acontece ficamos presos aos níveis inferiores da matéria, sujeitos as oscilações dos ânimos e emoções.
Um olhar pedagógico que pretende religar o sujeito ao seu mundo interno, afim de que ele interaja com delicadeza e respeito com o meio e as pessoas, deve abrir espaço para efetivar tal estado de alma, e mostrar caminhos para alcançá-lo. Quando o educador se apresenta como modelo de um ser consciente e harmônico, ele transmite alegria. Isso torna os educandos que o cercam, seres mais felizes e solidários, pois promove o amor por si mesmo e pelo próximo, condições que geram a paz individual e coletiva. 

6 de mar. de 2012

Mudança de forma

Era uma casa com muitos cômodos. Num deles, um homem me deseja. Num outro há mulheres que me rejeitam. Noutro, mulheres que me aceitam. A casa, a fortaleza, tem saída para o mar. Não dá mais para voltar à cidade que envolvia a casa. Não há mais cidade. Agora, nada mais que o mar. A saída é o mar. Existe um ângulo de visão por onde se vê rochas. A casa está ocupada por outros que não conheço. Quero transformar tudo aquilo, no meu espaço. Muita gente, muito entra e sai. Eu posso mudar? Não sei. Mas eu quero mudar.

22 de fev. de 2012

Mínimas (3)

(petit matin Pauline Fraisse)

Todo dia é dia, de espreguiçar ao acordar, limpar a casa, trocar as flores, acreditar no poder do amor, cozinhar feijão, ficar em silêncio para ouvir a voz do coração (porque ele costuma falar baixo), manter a mente quieta e dizer a palavra correta. (ah, sim, já ia esquecendo!). Todo dia é dia, de esquecer de mim para perceber o sagrado, em mim.


15 de fev. de 2012

Literatura e a leitura de autoajuda



Após anos mudando a casa de dentro chegou o tempo de mudar a casa de fora. Os últimos meses foram de cimento e tinta, poeira e cheiro forte, força bruta, teste para minha paciência e algumas confirmações sobre a natureza do ser humano. Apesar dos saltos tecnológicos e da velocidade com que se processam as coisas, ainda engatinhamos quando se pensa em consciência individual. Continuamos adormecidos, acomodados no conhecido, quase sempre fazendo mal feito o que deve ser feito, satisfeitos com o óbvio, o banal e o vulgar, nos apropriando do que é do outro, seja material ou espiritual.   
Ao escrever o brilhante texto O Segredo da Flor de Ouro, C.G.Jung cita as palavras do mestre Eckhart “devemos deixar as coisas acontecerem psiquicamente”, e afirma que “o caminho não é isento de perigo e o desenvolvimento da personalidade é uma das tarefas mais árduas”. Logo me vem à mente, um trecho do Upanixades, que apresenta a imagem dos dois pássaros: o pássaro que bica e o pássaro que olha. O primeiro está preso ao tempo, ativo na ação e passivo no olhar. Enquanto o segundo age como que fora do tempo, passivo na ação e ativo no olhar. Ao exercer esse olhar que percebe o todo, se estabelece a presentificação. Mas no cotidiano agimos quase sempre como o pássaro que bica, focados na rotina, sem exercitar o distanciamento, propriedade do pássaro que olha. Olhar e sentir-se olhado por si próprio, tal qual o segundo pássaro cria outra dimensão. Abre espaço para ser pleno, unifica-se a experiência de ser dois. Amplia-se a consciência de si. Mas estamos longe de nos inspirarmos nesses espíritos transdisciplinares.
Para mim, esse foi um tempo que aprendi a moderar e ser moderadora; usar uma fala leve para as coisas pesadas; denunciar a inconsciência sem cair na doutrinação, por meio de dogmas e ideologias; manter a qualidade dos pensamentos, reconhecer e controlar as energias emocionais. Para não sair do eixo, minha preferência foi pela leitura de autoajuda. Autoajuda sim, ainda que essa palavra possa arrepiar muita gente, provocando as piores associações. Alguém pode dizer, Jung não é autoajuda. É. De qualidade, mas não deixa de ser. E o que tem a ver a literatura com isso, se é certo também, que C.G.Jung não escrevia literatura? O fato é que a boa literatura acaba dando uma força, uma ajuda, para que toquemos bem nossa vida, porque, por um instante, um instante só, ela nos desgruda da realidade prática – espaço do pássaro que bica -  e por um  instante só permite que vejamos as coisas de outra perspectiva – espaço do pássaro que olha. Isso nos ajuda a entender, ver e sentir diferente. Isso altera a consciência.


5 de fev. de 2012

Inauguração do Teatro Municipal Geraldo Cestari


por Marina Demoner
30/01/2012 09:32
O Município de Itaguaçu, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura tem a honra de convidar a todos para a Inauguração do "Teatro Municipal Geraldo Cestari", no dia 07 de fevereiro de 2012, às 18 horas, em Comemoração aos 97 Anos de Emancipação Política do Município, conforme programação em anexo

CLEO BUSATTO
Noites do Canto e do Conto- os mais belos causos e contos do povo itaguaçuense - Itaguaçu-ES
Livro sobre a realização das dez edições das Noites do Canto e do Conto será lançado no dia 11/02/2012 - sábado
O livro Noites do Canto e do Conto – os mais belos causos e contos do povo itaguaçuense (CLB Produções) será lançado no dia 11de fevereiro - sábado, na semana de inauguração do “Teatro Municipal Geraldo Gestari”, às 19 horas. A publicação é um livro que narra fatos da vida de itaguaçuenses, de variadas localidades e também alguns causos que retratam o modo simples de viver desse povo, com traços de descendência italiana, africana, indígena, portuguesa, pomerana e alemã.
A publicação foi organizada pela escritora, mediadora em projetos de oralidade, leitura e literatura infanto-juvenil e contadora de histórias Cléo Busatto (Curitiba-Paraná). A história teve início em 2006, a partir da oferta de Formação com o contador de histórias e escritor capixaba Fabiano Moraes, para um grupo de professores, da rede municipal de ensino, de onde surgiu um projeto de leitura e o desejo de produzir um livro que retratasse as histórias de vida dos itaguaçuenses.

A estrela de Belém

Arquivo do blog